quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O PAPEL DO DIRETOR DA ESCOLA



Antonio Paim*

A função primordial do chefe da escola é ensinar e aprender. Ele deve, portanto, administrar todos os outros assuntos de modo que facilite essa atividadeprincipal. O que significa isso? Como isso redefine o papel do diretor na escola? A pessoa escolhida para essa posição deve ser um professor competente e dedicado, com muita experiência de sala de aula.

Não é suficiente para o diretor estar familiarizado como os regulamentos administrativos, ser perito em procedimento burocrático, ou estar dotado de agudeza política, por mais importantes que sejam tais qualificações. O diretor deve ser, em primeiro lugar e acima de tudo, o que o título implica – o professor-chefe, o mestre, como é chamado nas escolas particulares, o líder dos outros professores que também são denominados mestres. O importante é que o diretor lidere sua comunidade escolar. Foi demonstrado, em repetidos estudos, que a qualidade do ensino e da aprendizagem existente numa escola é amplamente determinada pela qualidade de tal líder.

O líder educacional é raro. Duas condições parecem estar sempre relacionadas com o desempenho do diretor. Uma é a autoridade para contratar e demitir professores (em consulta com representantes do corpo docente e com observância do procedimento necessário, conforme estabelecido pelas regras administrativas e os regulamentos sindicais). Como corolário, o diretor deve também ter voz – preferivelmente uma voz de controle – quanto às nomeações e promoções, de modo que estas aconteçam de maneira adequada a promover os objetivos educacionais da escola.

A segunda condição é a de que o diretor deve ser a autoridade e ter o poder de fazer valer os padrões de conduta – aquela medida de decoro e bom procedimento da parte do corpo discente que é indispensável à aprendizagem e ao ensino. Não é apenas necessário para o diretor ter tais poderes; é também necessário para os pais reconhecerem a autoridade do diretor em fazer valer as regras de conduta que tornam a comunidade escolar um lugar seguro e sadio para aprender.

 *publicado originalmente in:drhu.edunet.sp.gov.br/eventos/.../Bibliografia_Diretor_2006.doc

A ARTE DE SER PROFESSOR


Quando pequena, minha mãe era professora na Escola Barão de Piracicaba, e ela me levava junto, há quase quarenta anos atrás. Observava o respeito que os alunos tinham com a professora. E isso ficou em minha mente. 
Mais tarde, também fui dar aula na rede estadual. E o que encontrei? Um mundo totalmente distorcido do que tinha em minha cabeça. Encontrei com um processo deficitário e desmotivador. Falo no sentido geral, pois sempre existem as exceções, tanto nas escolas como em alunos que são verdadeiras pérolas.
Não vou entrar no mérito se um professor nasce nato ou não. É a mesma questão que se enfrenta nas empresas quanto a liderança, por exemplo. Quero dizer que o professor tem o dom de ser o mestre na jornada de aprendizagem do estudante, além do que é preciso saber a maneira e o momento certo de explicar, de estimular, de cobrar, de ajudar, de aconselhar, de avaliar, de se impor, de aprender e de ensinar.
Hoje em dia, devido aos problemas familiares que muitos estudantes enfrentam, os professores têm de ser mais que um amigo. Muitas vezes, até interferem na própria vida do aluno, para lhes fornecerem um mundo melhor.
Conhecimento todos têm de ter, pois senão, não passariam nos concursos públicos, que diga-se de passagem, questionam apenas a teoria e não a “barra” que um professor hoje em dia tem de passar em sala de aula. 
A paixão por uma determinada tarefa já fez muitas pessoas se tornarem grandes profissionais em suas áreas. Com o professor é mais digno ainda, visto que a responsabilidade de nortear os destinos da criança se torna tarefa que requer habilidade e acima de tudo dedicação.
Ensinar significa instruir, explicar, transmitir conhecimento; contudo, a arte de educar vai além de quaisquer definições e faz do professor uma figura marcante na vida do estudante, seja de mestre ou de um conselheiro. Esta profissão está se extinguindo mundialmente. Esses dados foram divulgados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e pela Unesco. Advinhem a razão? Os autores deste estudo mostram que as condições de trabalho são ruins e os salários são baixos. 
Passei pela experiência de ser professora durante cinco anos. Tive outra oportunidade e estou em outra profissão atualmente. Isso não aconteceu apenas comigo. Muitos outros também optaram por isso e não se arrependeram. Quem está no meio dessa jornada ou falta pouco para se aposentar, aposta na aposentadoria para se recuperarem do desgaste físico e emocional, que atualmente têm de passar com ameaças, vinganças, assaltos e tiros que muitas vezes acontecem dentro da própria escola.
Neste mês, dedicado ao professor, é necessário o reconhecimento pelo trabalho incessante na formação do ser humano, de superiores, de educadores e principalmente, dos responsáveis ou dos pais das crianças. Só quem é ou foi professor sabe do que estou falando.
Ah se eu pudesse fazer alguma coisa com as condições de trabalho e com os salários... Os professores estariam em primeiro lugar!
Texto publicado em Jornal da Cidade in http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/colaboradores/imara-hebling-camargo/35721-A-arte-de-ser-professor(a), por Imara Hebling Camargo é Consultora Empresarial e de Treinamento da FIESP. E-mail: ihc-assessoria@uol.com.br

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Toda a família tá aí...

OS PAIS ENVELHECEM, BY GLADIS MAIA.


Uploaded on authorSTREAM by Maia | Upload your own presentation

PPT da CUNHADA

TRIUNFO, 249 ANOS DE ANOS DE HOSPITALIDADE - parte I

TRIUNFO, 249 ANOS DE ANOS DE HOSPITALIDADE - parte II

TRIUNFO, 249 ANOS DE ANOS DE HOSPITALIDADE - parte III

´

Níver da Aninha

Ana Carolina visita Vovó!

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO



Por Sthefan Berwanger
Lembro que a alguns anos, logo que comecei a dar aulas nos cursos Superiores de Tecnologia, entrei na sala dos professores, e me deparei com o seguinte texto afixado na parede, cujo título tomei emprestado, e abaixo reproduzo integralmente:


O Professor Está Sempre Errado
Quando…
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de ‘barriga cheia’.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é ‘turista’.
Conversa com os outros professores, está “malhando” os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, ‘deu mole’.
É, o professor está sempre errado mas, se
você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!”

Tinha achado sensacional o que tinha acabado de ler! Era dia do professor e alguém ali fixou o texto. Peguei uma cópia e fiz outras tantas cópias, para distribuir entre os meus alunos do curso.
Então um deles me falou: “E aí professor hoje é o seu dia! Vamos tomar uma gelada lá na ‘padoca’ (padaria) depois da aula?”. Por um momento pensei que não seria mal, porém ponderei que, a partir do momento em que me formei e passei a dar aulas, percebi que tinha passado para o outro lado da trincheira. Agora era o profissional, o professor, e tinha que ter algum distanciamento, então capitulei o convite.
No texto supracitado, a primeira sentença já me parecia endereçada: “É jovem, não tem experiência”. Como eram as minhas primeiras aulas na graduação, certamente perceberam que se tratava de um iniciante, estava tenso, hesitante. Não que me importasse sobre o que pensavam, mas que era intimidador encarar pela primeira vez quase 40 alunos, a isso era. Fora o choque de ouvir alguns alunos na casa dos 40 ou 50 anos me chamando de “senhor”. Onde estavam mesmo minhas barbas brancas?
Nem tão racional, nem tão emocional. Nem tão libertário, nem tão autoritário. Cada profissional descobre seu equilíbrio entre cada uma das sentenças em oposição com o passar dos anos. Alguns colegas, talvez por orgulho, não aprendem, de que é preciso se adaptar, ter bom senso, ser flexível.
Mas o que fazer com esta sentença?
“Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de ‘barriga cheia’.”

Talvez nesse caso a solução seja comprar uma bicicleta, não?

Admitir as falhas é o melhor caminho

Desde que iniciei a carreira como docente até os dias de hoje, ocorreram situações constrangedoras onde cometi erros em sala de aula, tanto erros conceituais ligadas à matéria, como por esquecimento de passagens pelo meio do caminho. Muitas vezes eu mesmo percebia o erro e logo corrigia, ou acontecia o caso mais embaraçoso, quando um aluno me corrigia.
Já ocorreu até mesmo de eu ter errado o enunciado de uma prova, e vou dizer aqui: este tema, sobre falhas em sala de aula, por vezes, é encarado como tabu entre nós professores. Pelo menos em minha experiência no ensino superior, nunca se conversou sobre o assunto abertamente, nem mesmo em reuniões pedagógicas como forma de troca de experiências. Os “pecados” em sala de aula, quando muito, são confessados somente aos colegas mais próximos. De certa forma é uma atitude natural, afinal as pessoas preferem se resguardar.
Cada indivíduo tem uma reação diferente quando erra, mas posso dizer por experiência própria que admitir o erro perante os alunos é bem mais nobre, além de reverter o jogo a seu favor. Eles sabem que dentro da sala o professor é a entidade que detém o conhecimento e a experiência, e que devem respeitá-lo por isso. Admitir o erro, neste caso, é uma demonstração de humildade, atenua o constrangimento e reforça sua condição humana sujeita a falhas.
Por outro lado, os erros cometidos pelo docente começam a ser um problema quando passam a ser freqüentes, então chega o momento de refletir se a disciplina é adequada ao seu perfil, se realmente gosta do ofício. Sobrecarga devido ao excesso de atividades gera cansaço, stress e falta de tempo para o planejamento, tornando as falhas constantes no momento de conduzir a aula. Dessa forma, a credibilidade do docente e da instituição que representa, ficam comprometidas.

A necessidade da adaptação

Os alunos trocam muitas informações. Qualquer deslize de um professor não tão popular pode ser bastante amplificado. Quando precisam lembrar de seus direitos, eles têm o discurso na ponta da língua: O direito das aulas começarem pontualmente e terminarem no horário determinado, de ter um professor qualificado que não falte, das instalações da instituição estarem em dia.
Então rebato com os seus respectivos deveres de: comparecer pontualmente às aulas, não sair antes que se encerre salvo em casos excepcionais, não enforcar as sextas-feiras no bar, estudar e não bagunçar as aulas, respeitar o professor e demais funcionários da instituição, respeitar os colegas de aula, não depredar a instituição. E eis que surge o silêncio total em sala de aula…
Aproveito para desfazer uma ilusão junto aos que desejam seguir o ofício. Logo que comecei, achava que todas as turmas seriam iguais: haveria uma proporção x% de alunos estudiosos, uma proporção y% de bagunceiros e assim por diante. Ledo engano, cada turma tem seu “DNA”, ou como me disse um colega certa vez: cada turma é como um cafezinho com proporções diferentes de água pó e açúcar. A impressão é de que se forma uma “alma coletiva”, e mesmo turmas do mesmo curso no mesmo Campus podem ser bem diferentes.
Portanto, a capacidade de adaptação a este “DNA”, principalmente em ambientes mais hostis, é o diferencial. Naturalmente não estou falando em facilitar o lado dos alunos nos casos mais difíceis, e nem precisa. Um dos papéis do coordenador de curso é justamente o de auxiliar professores em apuros. Hoje em dia onde tantos ventos sopram ao contrário, é bom ter cautela, faz bem à sua saúde, e ao seu salário no fim do mês.
Reforçando a idéia, cito o educador brasileiro Paulo Freire que em uma de sua obras escreve o seguinte:
“ensinar exige respeito aos saberes dos educandos, ensinar exige bom senso, ensinar exige humildade, tolerância e luta pelos direitos dos educadores, ensinar exige saber escutar, ensinar exige liberdade e autoridade”.
Para finalizar, caros colegas educadores de todos os níveis de ensino, sugiro que distribuam os singelos versos do texto inicial aos seus educandos, adicionando antes duas linhas que acho pertinente:
“O Professor Está Sempre Errado
Quando…
Erra a matéria, é um despreparado
Não erra a matéria, é porque decorou que nem papagaio”

Boa aula!

Texto publicado in Websinder : 
http://webinsider.uol.com.br/index.php/author/sthefan_berwanger

Chica artesã!!

Nas horas 
vagas também 
me dedico a fazer arte...


SER AVÓ ...

 
Na foto, minhas duas filhas, Caruline e Eduarda, 
com  a  avó, que deixou muitas saudades,
partindo recentemente do nosso convívio!


GRAÇA DE SER AVÓ...

SER AVÓ É    VER PERPETUAR
SUA FÉ, SUA FAMÍLIA.
SER AVÓ É TER A FORÇA
DE CAMINHAR COM ALEGRIA.
SER AVÓ É MISTURAR
PACIÊNCIA, AMOR, SABEDORIA.
SER AVÓ É ENFEITAR DE CORES
O DIA-A-DIA.
SER AVÓ É BOLO DE CENOURA,
TRAVESSURAS PERMITIDAS,
É CASA BAGUNÇADA,
É BIFE E BATATA FRITA.
SER AVÓ É PARTILHAR DOS SONHOS
E ESTÓRIAS DA CAROCHINHA.
SER AVÓ É MAIS QUE TUDO
TER ANJOS POR COMPANHIA!

Publicado no site: O Melhor da Web em 07/01/2009
Código do Texto: 11274

1º aninho da aninha!!!

MONTAGENS DA TIA GLADIS

SER AVÓ É SER MÃE COM AÇÚCAR!




Excerto de A Arte de ser Avó de Rachel de Queirós


Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...

Olha a barulhenta!

Nasceu meu bichinho!

SEMPRE LINDA, DESDE PEQUENA!

Meu bichinho segue crescendo...

ANINHA NA CASA DA VOVÓ!

MINHA AMADINHA NO BANHO!!!